Posted by: danilonardi | August 13, 2008

A estréia olímpica de Leandro

Apenas duas horas depois da estréia de Luiza, Leandro Aparecido entrou na pista com Oceano do Top, que se mostrou sereno frente a uma arena de 14 mil lugares, mas o garanhão tordilho flutuou durante a prova, embora um pouco menos do que os juízes normalmente vêem em competições desse nível. Mas é difícil comparar os warmbloods prontos a saltar se um alfinete cair, com os Lusitanos, que, mesmo que um tiro de canhão passasse por suas orelhas, continuariam executando o piaffe.

 

© Peter Llewellyn

Luiza Tavares de Almeida and Samba during the Grand Prix dressage test: © Peter Llewellyn/HorseSource Photos

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Houve alguns momentos de desequilíbrio, mas, no geral, Oceano cumpriu uma reprise dentro de suas capacidades, e Leandro admitiu que estava muito feliz, mesmo não sendo seu melhor desempenho. “Os problemas com piaffe (quando o cavalo parou bruscamente) foram culpa minha, mas o Oceano estava calmo, o que eu já esperava. Eu estava tranqüilo também.” Perguntado se a impossibilidade de Rogério Clementino competir afetou a equipe, o cavaleiro disse: “Claro que afetou. Porque nós somos amigos e treinamos juntos, então quando uma coisa dessas acontece, atinge a todos”.

 

© Peter Llewellyn/HorseSource Photos

Leandro Aparecido da Silva and Oceano do Top: © Peter Llewellyn/HorseSource Photos

 

Leandro terminou com uma pontuação de 60,125%, com sua nota mais alta dada pelo juiz alemão Gotthilf Riexinger (61.042%), inferior ao resultado de Luiza. Entretanto, Gary Rockwell gostou da prova da jovem brasileira, conferindo 62.708% e o 10º lugar, o que aumentou a sua média.

 

O conjunto de Portugal, Carlos Pinto e Notável, teve um grande desempenho, com ótima expressão, mesmo cometendo vários erros. O cavalo falhou ao engajar os posteriores durante o piaffe, e a grande tensão do cavalo se manifestou nas seqüências de mudanças. Ele também apresentou movimentos laterais excessivos, de um lado para outro, na passagem final em direção à linha do meio. Os poucos momentos de brilho serviram para aumentar sua média, terminando com 61.708% de média. “O calor e a atmosfera afetaram o Notável, e ele esteve muito tenso durante a prova. Não foi o melhor que pôde, mas é nossa primeira Olimpíada, então estou feliz”.

 

Por último, fechando a primeira noite, Hayley Beresford, da Austrália, montando Relâmpago do Retiro. Desde o início, o desempenho foi elegante, elástico e correto, enquanto seus passos reunidos foram leves e certeiros. “Foi um trabalho árduo, mas eu estou muito feliz porque é somente nosso 11° Grande Prêmio, tendo uma rápida ascensão para as Olimpíadas. Eu só comecei a montá-lo em novembro de 2007. Estejam certos de que a reprise pode ser melhorada, mas foi muito cedo até chegarmos aqui. Estou muito feliz por mim e por ele”.

 

Eduardo Fisher, criador e proprietário de Relâmpago, admitiu a adrenalina por assistir a prova. “É fantástico porque nós fazemos parte de uma equipe internacional, com um cavalo brasileiro, uma amazona australiana, uma treinadora alemã e estamos em Hong Kong, em quarto lugar, na prova por equipes.”

 

Ao final do primeiro dia, o conjunto alemão, Heike Kemmer e Bonaparte estão liderando com 72,250%, á frente da britânica Emma Hindle com Lancenet. O segundo lugar foi uma notável surpresa para a ocasião, mas foi a vez em que tudo simplesmente entrou no lugar certo e na hora certa, e o conjunto, com certeza, atuou acima das expectativas.

 

Surpreendente também foi o fato Imke Schellekens-Bartels terminar em terceiro lugar com Sunrise – graças ao desempenho com o brilho costumeiro. Além disso, o conjunto foi fortemente penalizado pelo juiz alemão Gotthilf Riexinger, que estava bem colocado para ver quando Sunrise passou sua língua por cima da embocadura e a deixou pendurada para fora da boca – uma séria ofensa na série Grande Prêmio. A norte-americana Courtenay King também se apresentou muito bem com Mythilus, deixando o segundo cavaleiro da Holanda, Hans Peter Minderhoud e Nadine na quarta colocação. Certamente, os holandeses já estão se preparando para a perda da medalha de ouro, a menos que Anky van Grunsven, esteja na noite de sua vida, amanhã, com o imprevisível Salinero.


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